SÍNTESE (?), por Daltro Paiva.

SÍNTESE (?)   idealista estóico humanista com traços barrocos é preciso acrescentar epicurismo carpe diem há que se ter um tanto de prazer nesta vida prazer e pão água e vinho prazer, amizade e amor que a existência proporciona pão, alimento material e espiritual vinho, prazer e sangue saúde e comunhão água, vida batismo e […]

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Cabimento, por Rosal.

“por isso o lance do poema: por guardar-se o que se quer guardar.” A. Cicero. Cabimento. guardo um poema de Antonio Cicero quando tu serenizada quando és minha amada e és inteiramente quando entreabertas tuas coxas e boca ouço o recital sentido do que guardo no que guardam teu quarto e tua cidade alada recitam […]

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Velas & Flores – Marcello Silva.

    Entre túmulos mataram a saudade No epitáfio das paixões avassaladoras, Antes que morra o amor-menino, prematuro, Assassinaram a nostalgia a golpes quentes de beijos e abraços. Descansam ali, amantes dos vagos tempos de outrora Na lápide desbotada, o resumo de quem foram: Ninguém, senão poetas!   Viveram na brevidade do eterno por alguns minutos […]

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Câncer, por Sousa Filho

Antes pra mim era orgulho Ter nascido brasileiro, Mas a corrupção, esse entulho, Esse câncer verdadeiro Mata sem faz fazer barulho, Esse verme hospedeiro O Brasil já se tornou O país da malandragem Em qualquer lugar que eu vou Se pensa em tirar vantagem Ele já se transformou Numa grande sacanagem O dinheiro é desviado […]

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Série de poemas dedicados a Picasso em sua fase azul. 3/3 dedicado também ao caríssimo poeta e amigo Alexandre César.

soneto branco das trevas em Valência. não é a noite negra como a treva ser se pensa os olhos farsam é anil a noite imensa são duas essências uma taça em Valência secou-se o tinto da picassa de tão imensa a treva farsa dorsais e a erma taça imensa máscara picassa solidões compartilhadas entretanto se […]

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Série de poemas dedicados a Pablo Picasso em sua fase azul. (2/3) soneto branco da saudade em Málaga, por Gustavo Rosal

calavam-se as palavras na nostalgia dedilhada por um velho sem morada na sarjeta de Málaga traduzia saudade onde habita sua pena a mais lusitana palavra para a língua espanhola em que saudade não se fala mas se encontra intacta no chorar de uma viola no baile apaixonada das labaredas aladas do bater das castanholas Gustavo […]

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Série de poemas dedicados a Pablo Picasso em sua fase azul. 1/3, Por Gustavo Rosal

soneto branco da tristeza em Barcelona. acontece que carecia na discreta elegância a peça definitiva que à elegância nunca fere vê-se o veludo leve amortiza a velada agonia cingida feminina e o horizonte entristecia Barcelona não é infinda e menos a tristeza do horizonte o inverno a limita não há tristeza infinita todavia é tanta […]

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