PARNAIBÍADAS, por Pedro Hoffman

Sob o resguardo de Neptuno
As naus lusitanas no mar entraram
Foram, pois, os portugueses
Felizes pelo tesouro que acharam

No litoral norte das Índias
Uma chama viva tremulava
Imponente e soberana
Era Parnaíba que acenava

Salve, terra amada
Pela grandeza que tu és
Fostes antes do europeu
Terra de fortes Tremembés

Salve, Parnaíba
Metrópole das Províncias do Norte
Fostes valente no Jenipapo
Erguendo armas perante a morte

Salve, terra do Delta
Exemplo de coragem e fé
Teus filhos bravos não temeram
As tropas de Fidié

És destemida, Parnaíba
Contra a pólvora e o canhão
Do general Fidié lutaste
Com pau, pedra, facão

Salve, povo bravo
Que à guerra se dispôs
Saudemos Simplício Dias da Silva
Herói de 1822

Canta, Parnaíba
Canta, que tu és grande
Fostes da independência a pioneira
Tens a história escrita a sangue

Glória a ti, Parnaíba
Joia rara do Imperador
Que pela bravura do teu povo
Metrópole do Norte a ti chamou

Brada, Parnaíba
Brada o teu povo lutador
Pela glória e em memória
Dos filhos mortos na Confederação do Equador

Salve, Parnaíba
Filha de Portugal
Teu passado glorioso
É em memória imortal

Canto a ti, minha Parnaíba
Pelas ruas, tuas praças
Sobre ti tens as bênçãos
Da divina Virgem da Graça

Como és bela, Parnaíba
Fostes rica em teu passado
Louvada seja a Águia de Bronze
A vigiar as embarcações em Porto Salgado

Orgulha-te, Parnaíba
Não há no mundo beleza igual
As águas do Mar Português
Invejam tua Pedra do Sal

Chora, Parnaíba
Chora de orgulho e alegria
Sentes o abraço forte do teu rio
Que te consola e te acaricia

Eu te amo, Parnaíba
Ser teu filho é minha alegria
E se de ti fosse arrancado
Juro eu que morreria

Viva, 14 de agosto
Data magna a que canto
Tenho no peito teu brasão
E nas veias sangue azul e branco.

Pedro Hoffman