Soneto branco de guardanapos, por Rosal.

soneto branco de guardanapos.
Willian Souza.

o parco alfabeto de teu ventre
presto rasgar amassar silente
grafados guardanapos no restaurante
do maçom Zé Luís Allende

foste em foscos guardanapos antes
em outros foscos restaurantes
Hilst algaravia ódio-amante
foste má amante e eternamente

rasgo cartas e amasso prestante
no restaurante de Zé Luís Allende
teu alfabeto de anos ausentes

desprendendo o presente pertenço
enquanto és: resta no tempo
e sendo poemas sou-lhes a fenda

Rosal.
Fotografia de Alexandre César.

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