“A última noite de São Policarpo” (Leonardo Silva)

 

A noite se desfaz
Ao revoar de um novo dia
Que as trevas se dissipem
Ao nascer de um novo tempo

Bem para longe de mim
Se vão os fantasmas do passado
Carregando em seus seios pálidos
As dores do amor e o medo do fim

Que a esperança recorde
Os fundamentos da Divina Vontade
Escritos n’alma piedosa
Vencendo a secular mortandade
Advinda do nilismo vivo
Sem glosa,à Rhode

Que nesta manhã nova
A clara e Divina Voz
Atinja o meu coração
Sofrido pela dura prova
De ser fiel por ti e por nós

Acalenta a mim,soberano Deus
Tão sofrido e esquecido pregador
Repudiado e odiado entre os meus
Por testemunhar em mim,o teu amor
Que na hora da escura dor
Possa chamar-me ao morrer
Para receber as pagas do eterno amor.

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