Afrodite Tropical (Leonardo Silva)

Amou-te o vento e o mar

Maritimidade encantads

Que trazes vento e água

Arrastando em ondas

O teu corpo singular

Os vossos cabelos negros

Em ruivo-paixão pintados

Caem por sobre os ombros desnudos

Soltos em livres encaracolados

Nadando em ondas de veludo

Escondendo amores mudos

E amantes apaixonados

Sobre o busto juvenil

Vencem-se dois seios pueris

Sem leite,ainda que ferteis,mas infantil

Pupulam em meus olhos viris

Desejando tocar-lhes com os lábios

Sugar-lhe o suor pueril

Dos seus roséos mamilos juvenis

Em delgadas mãos

Esconde anéis e brocados

Entre as falanges,pousa os “nãos”

Ditos nas noites de amores roubados

Onde crúeis decamerões

Tentaram corromper em vão

Tuas virtudes sacrossantos

Que compõem teu garladão

Teu ventre lúcido

Embora cheio de curvas

Compõem a vossa beleza

Sustenta impávido

A brancura turca

Do mais oriental realeza

Mantém a alma em leveza

E a pelve em curva

Genitora arca

De novas gerações de semita nobreza

Sobre tuas costas largas

Que vencem as naus em vagas

Soberana senhora do mar

Tatuou nos poros, os mapas

Dos rumos certos, na arte de amar

Tuas nádegas alargadas

Convocam a contemplar as Dunas

Do pó ,das praias salgadas

E aprender das sereias, tuas alunas

Como  à uma mulher  se deve amar

Eis tuas pernas firmes

Em caminhada construtoras

Sustentam vossa persona sedutora

Ditadora sem regimes

Governa as almas virgens

E as cáfilas avassaladoras

E por fim

Descrevo vosso sorriso

Sinal de amores enriquecidos

Brancura de esmalte polido

Nas curvas dos seus lábios

os homens  caem submetidos

apaixonados e excitados

curvam-se diante delas,até os sábios

ou os mais entendidos

sua beleza olímpica

aqui descrita em verso

limitou-se a esta latina grafia

mas a vossa beleza implica

contemplar  além do universo

a alma de uma ninfa

encantadora

além  do que vejo e meço

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