“O Arqueiro” Dedicado ao Versaniano Alexandre Cesar ( Leonardo Silva )

 

A alma sussura leve

Vencendo os vicios irritantes

Diante do grotesco espetáculo da morte

Contempla encerrado os embustes.

 

A arte macabra de crescer

Consiste em vencer um pouco a cada dia

Nas dobras etéreas

De cada esquina da vida.

 

O quixotesco sonho de viver feliz

Perde-se no jansenismo poético

Do mutilar-se (em tom ético)

Para ser perfeitamente aprendiz.

 

Cavaleiro que sou

De malta cruz estampada

Demiurgo da Divina madrugada

Escrevendo poemas de amor

Com a espada desenbanhada.

 

Que a morte me seja companheira

Ande fraterna ao meu lado

Os meus inimigos me observam calado

Pois branca e pálida é minha montaria

Cavalga com arco estirado

E flechas em riste e na algibeira

Julgo os crimes apressado

Na tua vida bandida

E sorrateira.

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