VIL, por Emanuel Carvalho.

Rico homem vil, eu vi, sorriu
Dente de ouro, ouro do rio
Homem rico, viu?
Sapato de couro, couro era cio
Vil homem rico, viu?
Gravata de seda, a seda era fio
Fio da lagarta de horas a fio
Homem rico e vil?
Na mesa patê, a ave sentiu
Homem vil, ouviu?
Madeira da casa a fruta caiu
Homem vil, abriu
Um buraco bem fundo depois se cobriu
Agora sem ouro sem couro macio
Mas moço onde já se viu?
Ser rico e ser vil?
Serviu?

Emanuel Carvalho

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